KIT DE DIAGNÓSTICO RÁPIDO MC
Determinação da contaminação bacteriana para fermentação etanólica


 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Método Cromogênico utilizado para quantificar a contaminação bacteriana, de
caldos do processo fermentativo, como: mosto, fermento (cuba tratada e não
tratada) e dorna de fermentação.
A solução cromogênica do Kit MC de Diagnóstico Rápido de Contaminação
Bacteriana é composta por pigmentos exógenos precursores de cor azulada
(Indicador Cromogênico).
A mudança de coloração se dá por mecanismos biológicos das bactérias
fermentadoras, originando assim, compostos que agem na solução cromogênica e
a possibilita ser utilizada como indicador da contaminação bacteriana, em
microbiologia industrial, nas usinas de açúcar e álcool além de quantificadora da
contaminação, o que foi comprovado após os plaqueamentos das viragens de
coloração com uma série de diluição, no meio MCS, e deu origem ao gabarito de
cores.
O KIT MC é recomendado para o rastreamento da contaminação bacteriana de
todo o processo de fermentação etanólica, devendo ser utilizado também, como
referência, para constatar se o uso de produtos antimicrobianos tiveram a ação
desejada de descontaminação. Para analisarmos esta situação devemos raciocinar
de maneira contrária no gabarito de cores, ou seja, partindo da coloração branca
para a azulada. Esta análise da ação de produtos antimicrobianos deverá ser
realizada, após, no mínimo três horas de aplicação do produto antimicrobiano, para
que os princípios ativos dos mesmos não interfiram na coloração da solução
cromogênica.

DENOMINAÇÃO GENÉRICA: Kit de Diagnóstico Rápido da Contaminação
Bacteriana do Processo de Fermentação Etanólica.

APRESENTAÇÃO

Caixa com 36 tubos contendo 5 mL de solução cromogênica cada, 6 pipetas de
Pasteur descartáveis e Gabarito de Cores – Cód. 2804.

COMPOSIÇÃO

Solução cromogênica de cor azulada, conforme patente de registro da formulação
e metodologia.

ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DO PRODUTO

Conservar e transportar o produto em temperatura ambiente (15º a 30° C).
Válido por 6 meses após a fabricação.
Verificar o prazo de validade na embalagem.
Nunca utilizar produtos com sua validade expirada.

CUIDADOS NA UTILIZAÇÃO DO PRODUTO

Por tratar-se de material biológico, manusear a amostra de acordo com as normas
de biossegurança e utilizar equipamentos de proteção individual (luvas, avental e
máscara) de preferência em cabine de fluxo laminar.

MATERIAIS NECESSÁRIOS E NÃO FORNECIDOS COM O PRODUTO

Frascos estéreis para a coleta dos caldos a serem analisados.

AMOSTRA

Mosto de alimentação das dornas, fermento (cuba tratada e não tratada com ácido
sulfúrico) e dorna de fermentação (de preferência nas primeiras horas de
fermentação).

CUIDADOS COM MANUSEIO DA AMOSTRA

Manusear a amostra de acordo com as normas de biossegurança e utilizar
equipamentos de proteção individual (luvas, avental e máscara).
 


TÉCNICA DE USO


INOCULAÇÃO

Inocular as alíquotas do caldo in natura a ser avaliado nos respectivos tubos: 0 µl
= 0 gotas; 30 µl = 1 gota; 60 µl = 2 gotas; 90 µl = 3 gotas; 210 µl = 7 gotas; 480 µl
= 16 gotas, lembrando que no tubo 0 (zero) nada é inoculado e desta forma é a
referência (branco) para a avaliação no gabarito de cores;

INCUBAÇÃO

Depois de inoculadas as alíquotas dos caldos em microlitros nos respectivos tubos
contendo a Solução Cromogênica, incubar a série de seis tubos, por 30 minutos,
em estufa bacteriológica a 35º ± 2º C.

LEITURA E INTERPRETAÇÃO

Realizar a leitura das mudanças de coloração, tomando como referência o gabarito
de cores que segue junto ao KIT MC DE DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA
CONTAMINAÇÃO BACTERIANA DO PROCESSO DE FERMENTAÇÃO
ETANÓLICA.
O Gabarito de Cores deve ser lido, para a quantificação das bactérias
contaminantes, seguindo do espectro azul em direção ao branco.
Para diagnosticar o nível de contaminação, selecionar o primeiro tubo
(independente da alíquota inoculada) que obtiver uma viragem de coloração mais
próxima ou igual ao branco, ou seja, que obteve uma mudança de coloração bem
expressiva em relação a inicial (azul transparente).
No diagnóstico da quantificação da contaminação bacteriana, é comum, em
alíquotas menores, termos mudança de coloração de forma bem acentuada em
direção ao espectro branco, significando que a contaminação é bem acima da
permitida e mesmo com toda a rotina de assepsia e controle por meio de produtos
antimicrobianos, na dorna de fermentação pode estar acima de 108 UFC/mL.
Se nas alíquotas menores inoculadas (30 µL -60 µL -90 µL) as colorações forem
bem próximas ao branco, devemos tomar ações corretivas no processo, de
maneira imediata, com a dosagem de produtos antimicrobianos, afim de conter
esta alta contaminação e não termos perdas excessivas neste processo
fermentativo.
Os caldos como fermento tratado (Cuba ou Pé-de-Cuba), apresentam já nas
primeiras três alíquotas uma coloração bem intensa, acontecendo o mesmo com o
caldo da dorna em fermentação.
No mosto observamos normalmente mudanças não muito acentuadas na cor
azulada e nas últimas alíquotas (210 -480µL) coloração próxima ao violeta escuro.
Quando este mosto estiver muito contaminado é que observamos mudanças mais
expressivas em sua coloração até mesmo chegando à cor branca do gabarito.

 

DESCARTE DO PRODUTO E DA AMOSTRA

Descartar o produto e a amostra de acordo com o programa de gerenciamento de
resíduos do laboratório.

* Para o produto sem contato com a amostra seguir o plano de gerenciamento de
resíduos químicos.
* Para a amostra e produto com amostra seguir plano de gerenciamento de
resíduos infectantes ou possivelmente infectantes.
* Após incubação o produto deverá ser autoclavado a 121º C por 30 minutos e
descartado em lixo apropriado.


CONTROLE DE QUALIDADE

Recomenda-se que seja realizado na implantação do kit, a validação da
metodologia. O Kit MC de Diagnóstico Rápido da Contaminação Bacteriana do
Processo de Fermentação Etanólica tem estabilidade garantida dentro do prazo de
validade informado pelo fabricante.

GARANTIA DA QUALIDADE

Este produto é fabricado e liberado para venda após testes de controle de
qualidade para cada lote, conforme normas das Boas Práticas de Fabricação e
Controle de produtos para diagnóstico de uso in vitro.
Para eficácia do produto é necessário:
-Utilizar amostras coletadas, transportadas e armazenadas de acordo com a
indicação da literatura especializada;
-Seguir rigorosamente todas as etapas descritas nesta instrução de uso.
-Utilizar acessórios e equipamentos adequados e em boa conservação.
-Transportar e armazenar o produto de acordo com as condições indicadas.
-Nunca utilizar produtos com a embalagem original danificada.
-Nunca utilizar produto com prazo de validade expirado.
Caso ocorra qualquer problema na utilização do produto relativo à qualidade
intrínseca do mesmo, que tenha ocorrido por falha de fabricação comprovada, a
Newprov resolverá a questão sem ônus ao cliente, conforme determinado na Lei
8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor.
A Newprov disponibiliza aos seus clientes assessoria técnica para quaisquer
esclarecimentos necessários quanto a utilização deste produto que não estejam
contemplados nesta instrução de uso, através de contato com o SAC -Serviço de
Atendimento ao Consumidor.
Certificados de análise de cada lote estão disponíveis na empresa e podem ser
encaminhados ao cliente sempre que solicitados ao SAC.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALQUATI,P.H.,1990 –Defesa de tese da Universidade Federal de Pelotas
“Caracterização e Controle de Microrganismos Contaminantes em Microdestilaria
de Álcool”.
ALTERTHUM, F.; CRUZ, M.R.M.; VAIRO, M.L.R.; GAMBASSI, D.M. Efeito dos
microrganismos contaminantes da fermentação alcoólica nas microdestilarias.
STAB. Açúcar Álcool e Subproduto, v.3, n.1, p.42-49, 1984. Piracicaba: STAB,
1981. v.1, p.158-168.
AMORIM, H.V.; OLIVEIRA, A.J.; ZAGO, E.A.; BASSO, L.C.; GALLO, C.R.
Processos de fermentação alcoólica, seu controle e monitoramento. Piracicaba:
Centro de Biotecnologia Agrícola, 1989. 145p.
DOMARCO, R.E.; SPOTO, M.H.F.; WALDER, J.M.M.; BLUMER, L.; KAJI, D.A.;
CANHOS, V.P. Contaminantes do processo de produção de açúcar e álcool. In:
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microbiológicos em usinas de açúcar e álcool. Campinas: Fundação Tropical de
Pesquisas Tecnológicas André Tosello,1989. p.19.
EGGLESTON, G.; BASSO, L. C.; AMORIM, H. V.; PAULILLO, S. C. D.; BASSO, T.


O. Mannitol as a sensitive indicator of sugarcane deterioration and bacterial
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OLIVEIRA, A.J.; GALLO, C.R.; ALCARDE, V.E.; GODOY, A; AMORIM,
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PANESAR, P. S.; KENNEDY, J. F.; KNILL, C. J.; KOSSEVA, M. R. Applicability of
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SERRA, G.E.; CEREDA, M.P.; FERES, R.J.F.; BERTOZO, M.T.;
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Data de fabricação, data de validade, lote e responsável técnico
VIDE EMBALAGEM


PRODUTO PARA DIAGNÓSTICO DE USO IN VITRO


Fabricado e distribuído por:

Newprov Produtos para Laboratório Ltda

Rua 1º de Maio, 590/596 -Centro -CEP: 83323-020 -Pinhais -PR
CNPJ: 73.636.391/0001-09

Indústria Brasileira

SAC: 0800-6001302 – sac@newprov.com.br

Editada em abril de 2012

Revisada em agosto de 2012